Alfred Drummond-Herdman, um advogado em formação e taxonomista amador autodidata, transformou sua fascinação por fungos em fezes em uma sensação viral de história natural, cativando milhões com seus extraordinários vídeos em timelapse. Seu quarto em Edimburgo está cheio de terrários e recipientes plásticos com “cowpats”, fezes de perdiz e pellets de coelho, dos quais surgem fungos vibrantes em detalhes impressionantes.
O mundo inesperado dos fungos coprófilos
Fungos coprófilos, ou fungos amantes de esterco, são um grupo diverso de organismos que prospera nas dejeções de animais. Eles desempenham um papel crucial na ciclagem de nutrientes, decompondo o lixo e devolvendo elementos essenciais ao solo. A jornada de Drummond-Herdman começou durante a pandemia, quando ele encontrou “cowpats” nos Montes Ochil, cobertos por cogumelos, o que despertou uma curiosidade profunda.
A fotografia em timelapse dele, registrando o crescimento dos fungos a cada 30 segundos, revela um universo oculto de cores e formas — de inkcaps a ascobolus. Esses vídeos não só conquistaram mais de 60.000 seguidores no Instagram, como também contribuíram para o entendimento científico, levando à identificação de duas novas espécies.
Como os fungos do esterco se desenvolvem
As fezes de herbívoros são um substrato rico para esporos de fungos, que correm para frutificar e produzir cogumelos pouco tempo após a deposição. O processo é rápido e visualmente espetacular, como mostram os vídeos de Drummond-Herdman. O ciclo de vida dos fungos é um testemunho da resiliência e da complexidade da natureza.
| Tipo de fungo | Aparência | Habitat |
|---|---|---|
| Inkcaps | Chapéus delicados em formato de sino | Comum em esterco de vaca |
| Fieldcaps | Chapéus resistentes e acastanhados | Fezes de herbívoros de áreas de pastagem |
| Ascobolus | Aglomerados em forma de cracas | Tipos variados de esterco |
Do hobby no quarto à contribuição científica
Apesar de estar em formação como advogado, Drummond-Herdman dedica seu tempo livre para estudar e identificar espécimes britânicos, colaborando com especialistas em fóruns on-line. O trabalho dele se alinha à estimativa do Kew de que pelo menos 2 milhões de espécies de fungos ainda não foram descobertas, destacando a importância da ciência cidadã para ampliar nosso conhecimento.
Principais lições da jornada dele
- Os fungos coprófilos são essenciais para a saúde dos ecossistemas.
- A fotografia em timelapse revela processos naturais ocultos.
- Cientistas amadores podem fazer contribuições significativas para a taxonomia.
- As redes sociais podem ampliar a descoberta científica e o engajamento.