A administração Trump divulgou sua aguardada estratégia antiterrorismo, mas críticos a classificam como "em grande parte, um amontoado" e "completamente desequilibrada". De autoria do "czar" antiterrorismo Sebastian Gorka, o memorando de 16 páginas faz ataques retóricos aos inimigos do presidente, oferecendo pouca clareza sobre planos específicos para lidar com a violência política. O documento identifica três prioridades principais de grupos terroristas — narcoterroristas e gangues transnacionais, terroristas islâmicos tradicionais e extremistas de esquerda violentos —, mas omite notavelmente qualquer menção à ideologia de extrema-direita ou supremacista branca, que tem sido consistentemente a origem da violência política doméstica.
Em uma ligação com jornalistas, Gorka supostamente descreveu os críticos da guerra da administração no Irã como "testicularmente desafiados", definindo o tom para um documento que, segundo um analista de segurança, é "o oposto de 'fale baixo e carregue um grande porrete'". Colin Clarke, diretor do Soufan Center, escreveu que a estratégia é "mais como 'grite alto para esconder seu pequeno porrete'" e acrescentou que é "transparente para nossos aliados e adversários". O memorando é escasso em substância e não estabelece um roteiro para executar suas prescrições.
Principais Alvos e Omissões
A estratégia destaca a ideologia "radicalmente pró-transgênero" e "antiamericana" para "neutralização", sem fazer qualquer menção ao extremismo de extrema-direita. De acordo com o Departamento de Segurança Interna, extremistas violentos motivados por raça ou etnia, particularmente supremacistas brancos, representaram a ameaça de terrorismo doméstico mais letal nos últimos anos. O documento também alega que a imigração transformou a Europa em uma "incubadora de ameaças terroristas" e pede que os aliados europeus "parem seu declínio deliberado".
Analistas políticos e de segurança criticaram o memorando como um "exercício de gaslighting, partidarismo e obsequiosidade". A estratégia acusa administrações anteriores de terem "armado" a comunidade de inteligência, prometendo manter o aparato de inteligência longe de ser usado como ferramenta política "contra americanos inocentes". No entanto, críticos argumentam que ela delineia um plano que parece fazer exatamente isso.
Vigilância Doméstica e Liberdades Civis
Com relação aos grupos que denomina amplamente como "grupos políticos seculares violentos", o documento promete: "Usaremos todas as ferramentas constitucionalmente disponíveis para mapeá-los em casa, identificar seus membros, mapear seus laços com organizações internacionais como a Antifa e usar ferramentas de aplicação da lei para paralisá-los operacionalmente antes que possam mutilar ou matar inocentes." Essa linguagem gerou alarme entre defensores das liberdades civis, que a veem como um possível excesso.
A estratégia faz meia dúzia de referências às supostas falhas da administração Biden, refletindo o que críticos descrevem como uma abordagem "completamente trumpista". O memorando é pesado em inimigos, mas leve em inteligência acionável ou alocação de recursos.
Reações de Analistas
- Colin Clarke (Soufan Center): "É o oposto de 'fale baixo e carregue um grande porrete'. É mais como 'grite alto para esconder seu pequeno porrete'."
- Analistas de segurança descreveram o documento como "em grande parte, um amontoado" e "completamente desequilibrado".
- A estratégia foi criticada por faltar especificidades sobre como combater o terrorismo doméstico de grupos de extrema-direita.
Comparação com Estratégias Anteriores
| Elemento | Estratégia Trump 2026 | Abordagens de Administrações Anteriores |
|---|---|---|
| Ameaças primárias listadas | Narcoterroristas, islâmicos tradicionais, extremistas de esquerda | Terrorismo islâmico, lobos solitários, extremismo doméstico (incluindo extrema-direita) |
| Menções à extrema-direita | Nenhuma | Incluída em avaliações de ameaça |
| Foco em liberdades civis | Enfatiza a proteção dos americanos contra abusos de inteligência | Equilibrou segurança com salvaguardas de privacidade |
| Cooperação internacional | Pede que a Europa "pare seu declínio deliberado" | Enfatizou parcerias multilaterais |
O Council on Foreign Relations observa que estratégias antiterrorismo eficazes normalmente exigem definições claras de ameaças, objetivos mensuráveis e coordenação com aliados. Este documento, por outro lado, fornece pouca orientação operacional.
FAQ
O que a nova estratégia antiterrorismo de Trump propõe?
A estratégia identifica três grupos terroristas prioritários: narcoterroristas e gangues transnacionais, terroristas islâmicos tradicionais e extremistas de esquerda violentos. Ela promete usar todas as ferramentas constitucionais para mapear e desarticular esses grupos no país e no exterior, mas não fornece planos operacionais específicos ou compromissos de recursos.
Por que a estratégia é criticada por omitir o extremismo de extrema-direita?
Analistas apontam que a ideologia de extrema-direita e supremacista branca tem sido consistentemente a origem da violência política doméstica mais letal nos Estados Unidos nos últimos anos. A omissão é vista como uma escolha política que prejudica a credibilidade do documento e deixa uma ameaça significativa sem ser abordada.
O que Sebastian Gorka disse durante a ligação com a imprensa?
Gorka supostamente descreveu os críticos da guerra da administração no Irã como "testicularmente desafiados". Esse comentário, junto com o tom retórico da estratégia, atraiu críticas generalizadas de especialistas em segurança, que dizem que isso prejudica a seriedade do documento.
