A palavra Rolex é como um feitiço mágico que, quando pronunciada, produz diversos efeitos em quem a ouve, desde atração até rejeição... e às vezes pelos mesmos motivos. É engraçado se considerarmos que ela não corresponde a nenhum significado semântico. Pois é, não significa nada.
Sabia que não foi a primeira empresa com um nome assim? Em 1908, Hans Wilsdorf, fundador da Rolex, registrou na Suíça e depois (1912) na Grã-Bretanha uma palavra curta, sonora, que não significava nada em nenhum idioma e que, ao mesmo tempo, era pronunciável em todos eles, tomando como exemplo George Eastman, inventor do filme fotográfico, que já havia escolhido a palavra Kodak em 1884 pelos mesmos motivos.
Todo mundo sabe que os relógios Rolex hoje são suíços, mas sabia que a empresa foi fundada em Londres por um alemão? Hans Wilsdorf nasceu na Baviera antes de ela se tornar parte da Alemanha e fundou a Wilsdorf&Davis, que mais tarde se tornou Rolex, em 1905 em Londres, porque era o centro do mundo dos negócios na época. Foi somente em 1919 que a sede da empresa se mudou para Genebra.
Além dos muitos livros que já foram escritos sobre a marca, a Rolex publicou seus próprios, mas sabia que ela também publicou livros sobre cuidados com peixes tropicais? Na década de 1930, e para chamar a atenção para a resistência à água de seus relógios "Oyster", Wilsdorf encomendou aquários para serem instalados nas vitrines dos pontos de venda, dentro dos quais ele colocaria seu relógio… e peixes vivos. O problema é que os vendedores não faziam ideia de como cuidar e alimentar os animais, e eles morriam, resultando em um espetáculo nada atraente. Os livros foram distribuídos em toda a sua rede comercial e eram, obviamente, para "uso interno".
Hoje em dia, quase qualquer marca tem embaixadores ou atletas que usam seus relógios. A façanha de Mercedes Gleitze atravessando o Canal da Mancha a nado em 1928 (foi sua oitava tentativa, aliás) usando um Rolex Oyster à prova d'água é bem conhecida, mas sabia que em 1930 a Rolex deu relógios para a equipe suíça de polo aquático para que seus jogadores pudessem usar seus Rolex Oysters durante as partidas? O fato foi divulgado durante o Carnaval Aquático de Genebra no verão de 1930.
Até sua política de expansão era diferente. Sabia que a Rolex abriu escritórios na Índia e em Mianmar antes da América? Por estar situada no coração do Império Britânico, parecia natural expandir-se para o que ainda eram colônias de Sua Graciosa Majestade do que para o que já não eram, mas havia um motivo mais convincente: naquela época (década de 1920), os relógios de pulso eram uma extravagância para mulheres... e quase obrigatórios para aqueles que, devido ao clima tropical, não usariam colete ou casaco para guardar o muito mais aceito relógio de bolso.
Já sabemos que a Rolex é uma marca muito copiada. Na verdade, estima-se que 7 milhões de relógios Rolex falsos aparecem no mercado todos os anos (sete vezes a produção estimada de relógios autênticos), mas sabia que isso não é novidade para a Rolex? Já em 1935, a Rolex processou um fabricante suíço de caixas – Schmitz Frères – por copiar sua então inovadora – e patenteada – caixa Oyster.
